A Comissão Europeia anunciou um investimento de 92 milhões de euros para desenvolver uma rede avançada de monitorização dos oceanos, com o objetivo de reforçar a observação marítima, proteger infraestruturas críticas e aumentar a capacidade de resposta a ameaças emergentes.
A iniciativa pretende ampliar a recolha e análise de dados sobre os mares, recorrendo a tecnologias como inteligência artificial, sensores autónomos, drones marítimos e sistemas de observação em profundidade. Bruxelas espera que o projeto permita à União Europeia assumir uma posição de destaque na área da vigilância oceânica até 2035.
Segundo a Comissão Europeia, o programa visa melhorar o conhecimento científico dos oceanos, apoiar a previsão climática e reforçar a segurança marítima. Entre as prioridades está a proteção de infraestruturas estratégicas, como cabos submarinos responsáveis por grande parte das comunicações e transações digitais mundiais.
O plano prevê ainda a criação de uma plataforma integrada para centralizar informações atualmente dispersas, permitindo uma monitorização mais eficaz das atividades marítimas e dos riscos ambientais e geopolíticos.
Especialistas destacam que o reforço da observação oceânica poderá contribuir tanto para a preservação dos ecossistemas marinhos como para a defesa dos interesses estratégicos europeus, num contexto internacional marcado pelo aumento das tensões no espaço marítimo.
