A Comissão Europeia reconheceu o “empenho notável” da Ucrânia no processo de adesão à União Europeia, mas alertou para “tendências negativas” recentes, especialmente no combate à corrupção e na independência das instituições.
No relatório anual sobre os países candidatos, Bruxelas avaliou positivamente as reformas ucranianas no Estado de direito, administração pública e instituições democráticas, reafirmando o apoio ao objetivo de Kiev de concluir as negociações até 2028. No entanto, apelou à aceleração das reformas e à reversão de medidas que fragilizaram organismos anticorrupção.
A preocupação surgiu após a aprovação de uma lei que colocou o Gabinete Nacional Anticorrupção e o Gabinete do Procurador Especializado sob a supervisão do procurador-geral, o que levantou dúvidas sobre a sua independência. A reação negativa levou o presidente Volodymyr Zelenskyy a propor nova legislação para restaurar a autonomia dessas entidades.
O relatório também destacou avanços significativos da Moldova, Albânia e Montenegro, mas alertou para sérios retrocessos na Sérvia e na Geórgia.
Bruxelas criticou Belgrado pela falta de progresso em matérias como corrupção, liberdade de imprensa e relações com o Kosovo, e acusou Tbilisi de um “grave retrocesso democrático”.
A comissária europeia Marta Kos afirmou que, apesar dos desafios, o alargamento da UE é “uma possibilidade realista nos próximos anos”, apelando aos Estados-membros para manterem o compromisso com os países candidatos.
