A Europa poderá evitar até 10,6 mil milhões de euros em investimentos nas redes elétricas até 2030 se apostar em sistemas inteligentes de carregamento de veículos elétricos. A conclusão consta de um estudo da Siemens, realizado para a EIT Urban Mobility, a ChargeUp Europe e a Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA).
Sem gestão inteligente da carga, seriam necessários cerca de 24,7 mil milhões de euros para reforçar as redes de distribuição e acompanhar o crescimento da mobilidade elétrica. Com sistemas que ajustam os horários e a velocidade de carregamento, esse valor poderá baixar para 14,1 mil milhões.
O estudo analisou 64 cidades europeias e estima que o número de veículos 100% elétricos aumente 3,8 vezes até 2030. A maior pressão deverá recair sobre as redes de baixa tensão, sobretudo devido ao carregamento doméstico.
Berlim, Amesterdão e Munique estão entre as cidades que poderão necessitar de maiores investimentos. As necessidades variam, contudo, consoante o acesso ao carregamento em casa e a dependência de postos públicos.
A eletrificação dos veículos comerciais deverá também aumentar a procura de eletricidade. Os especialistas defendem, por isso, que a expansão dos veículos elétricos seja acompanhada por redes mais digitais e flexíveis, permitindo utilizar melhor a capacidade existente e evitar investimentos físicos desnecessários.
