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Conta do supermercado continua cara apesar da inflação mais baixa

Embora a inflação esteja mais controlada na Europa, os consumidores continuam a sentir o peso dos preços elevados nos supermercados. A explicação é simples: uma inflação mais baixa não significa que os preços diminuam, apenas que aumentam mais lentamente.

Nos últimos anos, os alimentos acumularam fortes aumentos devido à pandemia, à crise energética e às perturbações nas cadeias de abastecimento. Mesmo com a desaceleração da inflação, esses aumentos mantêm-se refletidos nos preços atuais.

Outro fator é o crescimento dos custos laborais. Salários mais elevados para trabalhadores da agricultura, transporte, indústria alimentar e comércio acabaram por aumentar os custos de produção e distribuição, que são transferidos para o consumidor final.

Além disso, matérias-primas como leite, ovos e cereais continuam a registar aumentos de preço, enquanto os fertilizantes e outros insumos agrícolas permanecem caros. Estes custos chegam às prateleiras com algum atraso, prolongando a pressão sobre os preços.

Especialistas indicam que os supermercados não estão necessariamente a aumentar excessivamente as margens de lucro. Pelo contrário, muitas cadeias operam com margens reduzidas e acabam por repercutir os aumentos dos custos para manter a rentabilidade.

A situação é particularmente difícil nos países do Leste Europeu, onde os preços dos alimentos cresceram muito mais do que na Europa Ocidental e representam uma parcela maior do orçamento das famílias.

Apesar da melhoria dos indicadores de inflação, os analistas consideram que os preços dos alimentos deverão permanecer elevados nos próximos anos, mantendo a pressão sobre o poder de compra dos consumidores europeus.

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