Uma investigação alemã identificou pelo menos 138 deputadas de parlamentos nacionais de 22 países da União Europeia em sites que divulgam conteúdos pornográficos falsificados sem consentimento. Entre os mesmos sites foram encontrados apenas nove deputados homens.
O estudo, realizado pelo investigador Benjamin Shultz, analisou cerca de 160 plataformas e concluiu que as mulheres aparecem nestes sites com uma frequência muito superior à dos homens. Alemanha, Países Baixos, Itália e França estão entre os países com mais parlamentares identificados.
O investigador contactou as deputadas encontradas na pesquisa e forneceu orientações para tentar remover os conteúdos. A análise indica ainda que parlamentares com posições políticas mais elevadas parecem ser mais frequentemente visadas.
Nos Estados Unidos, as autoridades de Manhattan anunciaram entretanto a apreensão de 12 domínios utilizados para comercializar e distribuir deepfakes pornográficos criados com inteligência artificial. As plataformas identificavam cerca de 1.200 vítimas, sobretudo mulheres com exposição pública, incluindo atrizes, políticas, atletas e ativistas.
A operação ocorre num contexto de crescente preocupação com a utilização de ferramentas de inteligência artificial para criar imagens sexuais falsas. Nos EUA, uma lei federal passou recentemente a obrigar as plataformas a remover conteúdos sexuais não consensuais, enquanto na Europa continua o debate sobre regras mais rigorosas para estas tecnologias.
