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Dinamarca recusa investigadores estrangeiros por receios de espionagem académica

As universidades dinamarquesas estão a intensificar os controlos sobre investigadores estrangeiros, com várias instituições a rejeitarem candidaturas provenientes sobretudo da China, da Rússia e do Irão, devido a preocupações com espionagem. A Universidade de Aarhus, uma das maiores do país, recusou este ano pelo menos 24 candidatos por razões de segurança.

As instituições alegam que os candidatos poderiam aceder a investigação sensível com potencial de ser explorada por governos estrangeiros.

O serviço de informações dinamarquês (PET) alerta para o risco elevado de ciberespionagem nas universidades, com métodos que incluem chantagem, suborno e roubo de dados.

Áreas como tecnologia quântica e transição energética estão entre as mais visadas, segundo especialistas. A triagem tornou-se mais rigorosa desde que a Dinamarca assumiu a presidência do Conselho da UE, com prioridade dada à segurança e defesa.

Apesar dos riscos, as universidades admitem que alguns investigadores competentes podem estar a ser injustamente excluídos. Instituições como a Universidade de Copenhaga confirmam os controlos, mas não divulgam números.

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