A Estónia criou um conselho de dez especialistas para encontrar formas de reduzir os efeitos negativos das redes sociais e dos videojogos na saúde mental dos jovens.
O primeiro-ministro Kristen Michal defende que é mais importante encontrar soluções eficazes do que simplesmente proibir as redes sociais. O grupo deverá apresentar recomendações ao Governo, aos pais e aos jovens até ao próximo ano.
A iniciativa surge após estudos revelarem um aumento da utilização problemática das redes sociais. Em 2022, 8% dos jovens estónios entre os 11 e os 15 anos apresentavam sintomas associados à dependência das redes sociais, contra 6% em 2018.
Os dados mostram ainda que 63% das raparigas e 47% dos rapazes passavam pelo menos duas horas por dia nas redes sociais. O uso prolongado foi associado a menos sono, menor satisfação com a vida, pior desempenho escolar e mais episódios depressivos.
A Estónia junta-se assim a outros países europeus que procuram proteger os menores dos riscos do ambiente digital, mas aposta sobretudo na prevenção e na participação de especialistas e jovens.
