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Eurobarómetro revela forte apoio dos europeus ao reforço da protecção civil da União Europeia

Nove em cada dez europeus consideram importante que a União Europeia (UE) coordene a resposta a catástrofes, tanto no espaço comunitário como noutros países, segundo um Eurobarómetro especial divulgado pela Comissão Europeia. O inquérito revela ainda que 94% dos inquiridos defendem que os Estados-membros devem apoiar-se mutuamente quando uma catástrofe ultrapassa a capacidade de resposta de um país.

O estudo mostra também que 91% dos participantes apoiam o reforço da acção coordenada da UE para responder de forma mais eficaz a futuras catástrofes e crises. A mesma percentagem considera que a assistência europeia deve ser disponibilizada a países terceiros afectados por grandes desastres, sublinhando a importância da solidariedade e da cooperação internacional perante riscos que ultrapassam fronteiras.

Para reforçar a preparação europeia, a Comissão Europeia adoptou, em Março de 2025, a Estratégia para uma União da Preparação, que estabelece 63 acções assentes numa abordagem que envolve todos os tipos de riscos, os diferentes níveis de governação e a sociedade no seu conjunto. A iniciativa pretende melhorar a capacidade de antecipar, prevenir e enfrentar emergências, num contexto de riscos naturais e ameaças provocadas pela actividade humana cada vez mais complexos.

Quando ocorre uma emergência, os países podem solicitar assistência através do Mecanismo de Protecção Civil da UE. O Centro de Coordenação de Resposta de Emergência, que funciona permanentemente, mobiliza apoio e conhecimentos especializados e assegura a articulação entre os Estados-membros, dez países participantes adicionais e as autoridades afectadas. Segundo a Comissão, o mecanismo já foi activado mais de 900 vezes por 160 países.

A participação dos cidadãos é igualmente considerada essencial para melhorar a preparação colectiva. Um painel europeu de 150 cidadãos, realizado em 2026, apresentou 20 recomendações sobre comunicação em situações de crise, inclusão, autonomia, voluntariado e educação para a preparação. As propostas serão apresentadas no Fórum Europeu de Protecção Civil, agendado para 3 e 4 de Novembro, e deverão contribuir para os próximos passos da estratégia europeia.

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