Um estudo que analisou 36,6 milhões de nascimentos em 13 países europeus concluiu que as ondas de calor aumentam o risco de parto prematuro, sobretudo entre a 31.ª e a 40.ª semana de gravidez.
Os investigadores estimam que 1,41% dos partos prematuros registados no verão estejam associados ao calor. O risco aumenta 2,8% em dias de calor moderado e 3,8% em dias de calor extremo.
A Espanha apresentou a taxa mais elevada de partos prematuros relacionados com o calor, seguida da Itália e da Estónia. A Suíça registou a taxa mais baixa.
Segundo os autores, mulheres jovens, solteiras e em situação socioeconómica mais vulnerável tendem a enfrentar maiores riscos.
O calor pode desencadear contrações uterinas, provocar desidratação, reduzir o fluxo sanguíneo para a placenta e aumentar processos inflamatórios que afetam o desenvolvimento fetal. As grávidas são particularmente vulneráveis porque o organismo produz mais calor durante a gestação e tem mais dificuldade em dissipá-lo.
