A Autoridade Bancária Europeia (EBA) divulgou o seu Risk Dashboard relativo ao primeiro trimestre de 2025, confirmando que o setor bancário da União Europeia e do Espaço Económico Europeu mantém uma posição robusta, mesmo perante uma subida nos custos de risco.
O rácio de capital comum de nível 1 (CET1) fixou-se em 16,2%, estável face ao trimestre anterior, com ativos ponderados pelo risco a totalizarem 9,9 biliões de euros. Os ativos totais ascenderam a 29 biliões de euros, mais 2,7% que no final de 2024, impulsionados sobretudo pelo aumento de títulos de dívida e, em menor grau, por um ligeiro crescimento das disponibilidades em caixa e dos empréstimos a clientes — com destaque para o crédito à habitação e financiamentos a pequenas e médias empresas.
O volume de créditos não produtivos manteve-se praticamente inalterado, em 377,8 mil milhões de euros, enquanto a proporção de créditos em “Stage 2” recuou ligeiramente para 9,5% do total. Apesar destes sinais positivos, o custo de risco subiu para 57 pontos base — o valor mais elevado desde 2021 — acima da média dos últimos anos. A rendibilidade do capital próprio (RoE) situou-se em 10,5%, ligeiramente abaixo do valor registado no mesmo período de 2024, e a margem financeira líquida voltou a cair, embora compensada pelo crescimento dos ativos e pelo aumento de 6% nas comissões líquidas face a 2024.
No que toca à liquidez, tanto o rácio de cobertura de liquidez (LCR) como o rácio de financiamento estável líquido (NSFR) recuaram para 159,5% e 126,9%, respetivamente. O rácio crédito/depósitos de famílias e empresas recuperou ligeiramente para 106,3%, refletindo uma redução marginal nos depósitos destes segmentos, ao passo que os depósitos de outras entidades, incluindo instituições financeiras não bancárias, aumentaram 9,4%.
