A procura por ovos em França continua a crescer, impulsionada pela diminuição do consumo de carne, mas a produção nacional, a maior da Europa com 15,4 mil milhões de unidades em 2024, não acompanha a procura. O consumo médio deverá atingir 235 ovos por habitante em 2025, segundo o Comité Nacional para a Promoção do Ovo (CNPO).
A escassez temporária no início do ano foi agravada pelas festas e por episódios de neve, mas reflete também uma tendência estrutural: famílias estão a consumir menos proteína animal e mais ovos, mais baratos. Os produtores planeiam construir 300 novos galinheiros até 2030, acrescentando seis milhões de lugares para galinhas poedeiras, e pedem ao governo simplificação de autorizações.
O setor está a evoluir para sistemas sem gaiolas, com o objetivo de passar de 75% para 90% das galinhas criadas fora de gaiolas até 2030. A associação L214 considera que a meta poderia ser atingida mais rapidamente, apelando ao fim das condições penosas para os animais.
Apesar da escassez, os preços dos ovos e dos produtos de pastelaria ainda não subiram, mas o aumento dos custos de eletricidade e matérias-primas continua a pressionar o setor. Produtos como croissants biológicos permanecem mais caros do que o preço “psicológico” praticado nas padarias tradicionais.
