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Frontex e Bulgária testam drones para reforçar vigilância das fronteiras da UE

A Frontex e a Polícia de Fronteiras da Bulgária concluíram com sucesso um projeto-piloto que testou o uso de drones para melhorar a vigilância das fronteiras externas da União Europeia.

Entre maio e julho de 2025, a operação cobriu 8.100 quilómetros quadrados e avaliou aeronaves não tripuladas de curta e longa duração, equipadas com tecnologia de vigilância e comunicação avançada. O objetivo foi analisar como estas ferramentas podem apoiar agentes no terreno, aumentar a consciência situacional e detetar crimes transfronteiriços com maior eficácia.

O projeto demonstrou a viabilidade de operar drones de forma totalmente independente de infraestruturas fixas, integrando imagens de câmaras de luz natural, infravermelho e drones táticos num único quadro operacional com partilha segura de dados em tempo real. Segundo o Diretor Executivo da Frontex, Hans Leijtens, a iniciativa permitiu “trazer tecnologia avançada para operações reais” e reforçar a capacidade de resposta das equipas no terreno. Três empresas especializadas — Global SAT, Shield AI e DAT CON — operaram os drones sob um modelo de propriedade e operação da empresa (COCO).

Além dos testes técnicos, a iniciativa serviu para criar diretrizes e identificar boas práticas para a integração de drones em missões diárias de vigilância fronteiriça. Em junho, Burgas, na Bulgária, recebeu uma demonstração ao vivo que reuniu mais de 100 participantes de Estados-Membros, agências da UE e parceiros internacionais, que puderam observar as operações no terreno e debater a adoção da tecnologia em larga escala. Os resultados deverão alimentar futuros planos da Frontex para modernizar a gestão das fronteiras europeias.

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