O governo grego pretende permitir que os trabalhadores possam exercer funções até 13 horas por dia para o mesmo empregador, o que gerou forte oposição da Confederação Geral dos Trabalhadores da Grécia (GSEE), que acusa o executivo de desmantelar os direitos laborais e de promover a desregulamentação mais agressiva da UE.
A medida, em fase de consulta pública, prevê um limite máximo de 48 horas semanais em média ao longo de quatro meses, e até 150 horas extraordinárias anuais, com compensações de 40% por hora extra.
A ministra do Trabalho, Niki Kerameos, defende que a proposta responde às carências de mão de obra em setores-chave como o turismo e restauração. No entanto, o GSEE alerta para riscos de exaustão, baixa produtividade e degradação da vida familiar.
Segundo um estudo da Universidade de Economia de Atenas, o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal é, a seguir ao salário e à segurança no emprego, uma das principais preocupações dos trabalhadores gregos — sobretudo entre os mais jovens.
