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Incêndios florestais aumentam 57% na Europa e OMS reforça medidas de proteção

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou para o aumento significativo dos incêndios florestais na Europa, revelando que a área ardida cresceu 57% nos últimos quatro anos. Entre janeiro e julho de 2026, os incêndios consumiram cerca de 2,2 milhões de hectares, face aos 1,4 milhões registados em 2022. Em Portugal e Espanha, o número de incêndios mais do que duplicou em comparação com o mesmo período do ano passado, refletindo o impacto crescente das alterações climáticas.

Segundo a OMS, os incêndios não provocam apenas destruição de habitações e ecossistemas, mas representam também uma grave ameaça para a saúde pública. A inalação de fumo pode causar irritação nos olhos e nas vias respiratórias, agravar doenças cardiovasculares e respiratórias, reduzir a função pulmonar e aumentar o risco de morte prematura. Crianças, idosos, grávidas e pessoas com doenças crónicas encontram-se entre os grupos mais vulneráveis.

Perante este cenário, a organização recomenda que a população siga rigorosamente as orientações das autoridades locais, permaneça em espaços fechados sempre que seja seguro, mantenha portas e janelas fechadas e utilize máscaras de proteção, preferencialmente do tipo FFP2 ou N95, quando seja necessário sair para zonas afetadas pelo fumo. A OMS aconselha ainda a evitar deslocações desnecessárias, manter uma boa hidratação e procurar assistência médica em caso de dificuldades respiratórias, dores no peito ou outros sintomas preocupantes.

A agência das Nações Unidas sublinha igualmente a importância de os governos reforçarem os sistemas de alerta precoce, disponibilizarem informação atualizada sobre a qualidade do ar e assegurarem o acesso da população a cuidados de saúde e a espaços com ar limpo, sobretudo para os grupos de maior risco. O organismo está a apoiar os países europeus na avaliação dos riscos, no planeamento de respostas de emergência e no reforço da resiliência dos serviços de saúde.

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