A inflação continua a variar significativamente entre os países da zona euro, apesar de todos partilharem a mesma política monetária. Em setembro de 2026, os preços aumentaram 6,1% na Lituânia, 3,3% na Alemanha, 2,7% na Finlândia e 3,6% em Portugal, face a uma média de 3,8% na zona euro.
A energia é um dos principais fatores desta diferença. Na Lituânia, os preços energéticos subiram 33%, agravados pela dependência das importações e pelo aumento de impostos. Na Alemanha, destacaram-se os combustíveis rodoviários e o gasóleo de aquecimento. Já a Finlândia beneficiou de uma menor dependência dos combustíveis fósseis e de uma procura interna mais fraca.
As diferenças nos salários, na fiscalidade, no consumo e na estrutura económica também influenciam a evolução dos preços. Na Lituânia, os aumentos salariais podem pressionar os custos das empresas, enquanto na Finlândia o crescimento económico reduzido e o desemprego elevado ajudam a conter a inflação.
O BCE mantém a taxa de depósito em 2,5%, mas os seus efeitos variam entre economias. A subida dos juros pode moderar a procura e limitar pressões persistentes sobre os preços, mas não elimina diretamente os aumentos da energia ou dos impostos. O desafio passa por controlar a inflação sem prejudicar excessivamente o crescimento económico.
