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Inquérito europeu revela níveis preocupantes de fadiga entre pilotos de aviação

Um estudo da European Cockpit Association (ECA) revelou que mais de metade dos pilotos inquiridos realizou voos em condições de cansaço que poderiam comprometer a segurança. A investigação envolveu 7.200 profissionais de 32 países europeus e identificou dificuldades na comunicação dos riscos associados à fadiga.

Segundo os resultados, mais de 76% dos participantes afirmaram ter sofrido pelo menos um episódio de sono involuntário de curta duração na cabina de pilotagem durante as quatro semanas anteriores ao inquérito. Mais de metade reconheceu também ter efetuado voos quando deveria ter declarado não reunir condições físicas para trabalhar.

O receio de consequências profissionais constitui um dos principais obstáculos à comunicação destas situações. Cerca de 47% dos pilotos manifestaram preocupação com a reação das chefias, enquanto apenas 12% disseram confiar nos mecanismos internos de notificação. Metade considerou insuficiente a gestão do problema nas respetivas companhias aéreas.

A associação europeia alerta que horários exigentes, descanso inadequado e alterações frequentes nas escalas podem agravar o desgaste das tripulações. A Agência Europeia para a Segurança da Aviação também identificou a fadiga como um risco persistente, defendendo medidas que incentivem a comunicação de situações de cansaço sem receio de penalizações.

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