Em 2025, Itália tornou-se o terceiro destino mais procurado por milionários que procuram vantagens fiscais e qualidade de vida, atrás apenas dos Emirados Árabes Unidos e dos Estados Unidos, segundo um relatório da Henley & Partners.
A atratividade do país cresceu com a chamada “norma CR7”, criada em 2017, que permite aos residentes não domiciliados pagar um imposto fixo de 200 mil euros por ano sobre rendimentos estrangeiros. O regime, que pode durar até 15 anos, oferece também benefícios fiscais a familiares.
Milão tem-se afirmado como novo centro financeiro europeu, acolhendo gestores e empresários que abandonam o Reino Unido após o fim do estatuto fiscal dos “non-doms”.
A cidade combina vantagens fiscais com qualidade de vida, serviços de luxo e acesso a mercados europeus.
O relatório do Boston Consulting Group estima que a riqueza financeira italiana atinja 9,5 biliões de dólares até 2029, com um crescimento médio anual de 6,5%.
Os defensores do regime fiscal destacam o impacto positivo no investimento e na economia, mas há quem alerte para o risco de inflação e pressão sobre o mercado imobiliário.
Para além dos incentivos fiscais, Itália atrai pela gastronomia, clima e custo de vida inferior ao de destinos como Londres ou Mónaco.
