A Itália vai apresentar à União Europeia um plano para criar centros de repatriamento de migrantes em países terceiros considerados seguros, inspirado no modelo já aplicado na Albânia. A proposta será discutida num Conselho extraordinário dos ministros do Interior da UE, convocado na sequência da recente crise migratória em Ceuta. Entre os países apontados como possíveis locais para estes centros está o Uganda, embora o financiamento da iniciativa ainda esteja por definir.
O Governo italiano defende uma estratégia europeia mais rigorosa na gestão da imigração, baseada no reforço dos repatriamentos e na cooperação com os países de origem e de trânsito dos migrantes. Roma pretende também recorrer ao programa GSP+, que associa benefícios comerciais à colaboração dos países terceiros na readmissão de cidadãos em situação irregular. A proposta surge num contexto de divergências com Espanha, cuja abordagem à gestão migratória foi criticada pelo executivo italiano.
Em paralelo, Itália quer tornar plenamente operacional o centro de Gjader, na Albânia, até ao final de 2026. A infraestrutura funciona atualmente como centro de permanência para repatriamento, mas o objetivo é expandir este modelo para outros países, reforçando a capacidade da União Europeia para gerir os fluxos migratórios e acelerar os processos de regresso de migrantes em situação irregular.
