A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, enfrenta uma crescente contestação dos Estados-membros, depois de o Serviço Europeu de Ação Externa (SEAE) cancelar um grupo de peritos em defesa que tinha sido anunciado pela responsável.
A iniciativa pretendia reunir especialistas para identificar lacunas nas capacidades militares europeias, mas foi travada após críticas de vários países. Itália e França estiveram entre os governos que contestaram o processo, nomeadamente por não terem sido previamente consultados e pela escolha de alguns dos participantes.
O episódio surge numa altura em que o papel de Kallas e o próprio funcionamento do SEAE são alvo de debate. Uma proposta franco-alemã defende colocar o serviço sob a alçada da Comissão Europeia, enquanto Kallas argumenta que essa mudança poderia reduzir a influência dos Estados-membros mais pequenos sobre a política externa.
A responsável já enfrentou outros conflitos políticos e diplomáticos, incluindo o fracasso de um plano de 40 mil milhões de euros para apoiar a Ucrânia e divergências com alguns governos. Para vários diplomatas europeus, a sucessão de episódios está a aumentar a pressão sobre Kallas para reformar a forma como conduz o serviço diplomático europeu.
