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Lei europeia da IA influencia empresas muito para além da União Europeia

A Lei da Inteligência Artificial da União Europeia está a moldar as práticas de empresas em todo o mundo, mesmo antes da entrada em vigor das regras mais exigentes, prevista para agosto de 2026. Um estudo da Thomson Reuters Foundation concluiu que 47% das empresas que fazem referência à legislação nos seus relatórios estão sediadas fora da UE.

A investigação aponta para um novo “Efeito Bruxelas”, semelhante ao observado com o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD), demonstrando que a legislação europeia está a tornar-se uma referência internacional para a governação da inteligência artificial.

As empresas tecnológicas lideram a adoção destas práticas, sobretudo nos Estados Unidos, onde não existe uma legislação federal abrangente sobre IA. Gigantes como Microsoft, Google, OpenAI e xAI já alinharam voluntariamente alguns procedimentos com as normas europeias para manterem o acesso ao mercado comunitário.

Apesar desta tendência, o estudo revela que apenas 13% das empresas dispõem de um quadro formal de governação da inteligência artificial. A partir de agosto, as organizações que utilizem sistemas de IA de alto risco em áreas como recrutamento, crédito ou saúde terão de cumprir novas obrigações, incluindo avaliações de impacto e mecanismos de supervisão humana.

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