A Noruega vai impor novas restrições ao uso de ferramentas de inteligência artificial nas salas de aula já no próximo ano letivo, numa tentativa de reforçar as competências básicas de aprendizagem dos alunos.
As novas regras praticamente proíbem a utilização de IA no ensino básico, permitem o seu uso apenas sob supervisão dos professores no ensino intermédio e mantêm limitações no ensino secundário, onde a tecnologia deverá ser utilizada apenas quando considerada necessária.
O primeiro-ministro, Jonas Gahr Støre, defende que a prioridade da escola deve continuar a ser ensinar os alunos a ler, escrever e calcular.
A decisão segue outras medidas adotadas pelo país nos últimos anos, como a proibição de smartphones nas salas de aula e o reforço do investimento em livros físicos. O Governo considera que a excessiva dependência de ecrãs e ferramentas digitais contribuiu para a deterioração dos resultados escolares e dos níveis de literacia.
Com esta mudança, a Noruega junta-se ao grupo de países que procuram limitar a presença da inteligência artificial no ensino, privilegiando métodos de aprendizagem mais tradicionais.
