O fundo soberano da Noruega, avaliado entre 1,87 e 1,9 biliões de euros, começará a utilizar Inteligência Artificial (IA) em decisões de investimento, mantendo supervisão humana. O fundo, gerido pelo Norges Bank Investment Management (NBIM), aplica receitas do setor petrolífero em ações, obrigações, imóveis e infraestruturas de energia renovável, garantindo riqueza para gerações atuais e futuras.
Atualmente, metade dos 700 funcionários do NBIM já desenvolve ferramentas de IA, usando sistemas como o Claude da Anthropic, para monitorizar 7.000 empresas em indicadores ESG e riscos financeiros, simular negociações e preparar reuniões. O objetivo é apoiar decisões humanas, e futuramente permitir que alguns agentes de IA tomem decisões autónomas limitadas.
O diretor-executivo Nicolai Tangen defende a adoção da IA, criticando empresas que não a utilizam, e destaca que o fundo não realiza operações de alta frequência, mantendo foco em investimento de longo prazo. O NBIM investiu milhões em IA, obtendo retornos significativos, e planeia manter o número de funcionários estável, mas com funções adaptadas à tecnologia.
