A Europa deve reforçar a transição energética e reduzir a dependência dos combustíveis fósseis, defendeu Simon Stiell, responsável da ONU para o clima. O dirigente alertou que as ondas de calor, incêndios e secas registados este verão poderão tornar-se ainda mais graves sem uma redução rápida das emissões.
Stiell destacou os custos económicos dos fenómenos extremos, que incluem perdas agrícolas, perturbações nos transportes, aumento dos preços dos alimentos e maiores despesas com seguros. Um estudo estima que os eventos climáticos extremos já provocaram mais de 560 mil milhões de euros em perdas na União Europeia entre 1980 e 2021.
Para o responsável da ONU, investir na ação climática é também uma forma de proteger a economia, a segurança energética e o poder de compra das famílias. As energias renováveis representam atualmente cerca de metade da eletricidade produzida na Europa, enquanto a energia solar tem permitido reduzir a necessidade de importar gás.
Stiell apelou ainda aos países europeus para assumirem um papel ativo na COP31, que decorrerá em Antália, na Turquia, de 9 a 20 de novembro. Entre as prioridades estão o aumento da eletrificação, a redução das emissões de metano e o reforço da preparação das cidades para fenómenos climáticos extremos.
