A Comissão Europeia apresentou um novo plano para o setor dos fertilizantes que procura travar o impacto dos elevados custos energéticos na inflação alimentar dentro da União Europeia.
Bruxelas alerta que a subida dos preços do gás natural tem efeitos diretos na produção de fertilizantes, o que acaba por se refletir nas contas dos supermercados. A dependência europeia de energia fóssil e de matérias-primas importadas é apontada como um dos principais fatores da instabilidade atual.
O plano surge num contexto de tensão geopolítica, com referências ao conflito no Médio Oriente e às perturbações em rotas comerciais estratégicas, o que tem contribuído para a volatilidade dos mercados globais de energia e fertilizantes.
Apesar de a Comissão garantir que o abastecimento alimentar não está em risco imediato, prevê-se que a inflação nos alimentos se mantenha acima da meta do Banco Central Europeu nos próximos anos, podendo voltar a pressionar os consumidores já no curto prazo.
A estratégia inclui apoio financeiro aos agricultores através de fundos europeus, incentivo à produção de fertilizantes dentro da UE e maior aposta em alternativas mais sustentáveis, como nutrientes de origem biológica e reciclada. Estão também em cima da mesa mecanismos de compras conjuntas e reforço da monitorização de preços.
No entanto, várias organizações do setor agrícola criticam o plano por considerarem que não oferece soluções imediatas suficientes para compensar o aumento dos custos de produção, alertando para o risco de o problema se traduzir numa nova subida dos preços dos alimentos na Europa.
