Na Polónia, a vasectomia tem-se tornado cada vez mais popular entre homens que querem contraceção permanente, com cerca de cinco mil procedimentos anuais, principalmente em clínicas privadas. O interesse cresce cerca de 15% por ano, impulsionado pelo acesso à informação e pela quebra de estereótipos sociais.
Em contraste, a esterilização feminina “a pedido” é proibida, punível com três a 20 anos de prisão, levando muitas mulheres a recorrer a turismo médico em países vizinhos como Alemanha, Chéquia e Eslováquia.
Na Europa Ocidental, ambos os métodos são legais, mas a vasectomia é mais usada por ser menos invasiva. França registou um aumento de 1.940 procedimentos em 2010 para mais de 30 mil em 2022, enquanto em Itália o interesse continua baixo.
O debate surge em meio à queda demográfica da Polónia, com a população a diminuir para 37,3 milhões em 2025 e a taxa de fertilidade a atingir um mínimo histórico de 1,10 filhos por mulher. Apesar de subsídios à natalidade, muitos optam por não ter filhos, e o acesso desigual à contraceção permanente é um fator importante.
