Perante a crise energética na União Europeia, especialistas apontam que os governos podem reduzir rapidamente as faturas de eletricidade através de cortes nos impostos, que representam cerca de 28% do valor pago pelos consumidores.
Atualmente, a eletricidade é mais taxada do que os combustíveis fósseis — até quatro vezes mais em alguns países — apesar destes serem os principais responsáveis pela crise climática. Organizações como a Agência Internacional de Energia defendem um “reequilíbrio fiscal”, com maior tributação sobre combustíveis fósseis e menor carga sobre a eletricidade.
Alguns países já aplicaram medidas com impacto: a Alemanha reduziu as faturas em cerca de 16% ao eliminar uma taxa, enquanto a Dinamarca incentivou o uso de bombas de calor com eletricidade mais barata.
A longo prazo, a solução passa por investir em energias renováveis para reduzir a dependência de combustíveis importados. Já a curto prazo, baixar impostos pode aliviar rapidamente os custos para famílias e empresas, sem impacto direto nos preços finais imposto pelas empresas energéticas.
