O Serviço Nacional de Saúde (NHS) do Reino Unido alertou para os riscos do alongamento cirúrgico das pernas, uma técnica cada vez mais procurada por adultos, sobretudo homens, que querem ganhar alguns centímetros de altura. Embora desenvolvida na década de 1950 pelo cirurgião soviético Gavriil Ilizarov para tratar deformidades graves, hoje é oferecida como procedimento cosmético de luxo.
A cirurgia envolve cortar o osso da perna e instalar um dispositivo que afasta gradualmente as secções ósseas, permitindo que o corpo regenere o osso ao longo de meses.
O aumento prometido é de 5 a 8 cm, mas o processo é extremamente doloroso, exigindo semanas de imobilização e meses de fisioterapia.
As complicações mais comuns são: infeções, problemas de cicatrização óssea, rigidez articular, lesões nervosas e, em casos graves, incapacidade permanente.
O diretor nacional do NHS, Tim Briggs, adverte que o procedimento é adequado apenas para necessidades clínicas e recomenda ponderação cuidadosa para quem considera fazê-lo por estética, sobretudo no estrangeiro.
Apesar dos riscos, a procura global cresce rapidamente. Vários analistas estimam que a indústria de alongamento de membros pode duplicar até 2030, atingindo cerca de 8,6 mil milhões de dólares.
Os custos variam entre 28.000 euros na Turquia e até 240.000 euros em clínicas privadas no Reino Unido.
