O governo britânico vai realizar o maior aumento das despesas com a defesa desde o fim da Guerra Fria, numa tentativa de enviar uma “mensagem a Moscovo” e de revitalizar as suas forças armadas. O secretário da Defesa, John Healey, está confiante de que o Reino Unido atingirá o objetivo de destinar 3% do PIB ao setor até 2030.
A revisão estratégica da defesa, apresentada esta segunda-feira pelo primeiro-ministro Keir Starmer e supervisionada por Healey e o antigo secretário-geral da NATO, George Robertson, define planos para aumentar as despesas já para 2,5% do PIB até 2027.
Apesar das dúvidas quanto ao financiamento, Healey acredita que será possível alcançar os 3% ainda na próxima década.
Entre as medidas previstas estão 1,5 mil milhões de libras para construir seis novas fábricas de munições e a criação de centenas de postos de trabalho. Além disso, planeia-se a aquisição de até 7.000 armas de longo alcance e a construção de 12 novos submarinos de ataque.
A decisão surge numa altura em que a invasão russa à Ucrânia expôs lacunas nas capacidades militares do Ocidente e escassez de munições no Reino Unido, reforçando a necessidade de modernização e de maior investimento na defesa.
