A União Europeia poderá ter de reduzir o consumo de gás natural em cerca de 7% durante o próximo inverno, devido aos baixos níveis de armazenamento e à subida dos preços internacionais. O alerta consta de um relatório do Instituto para a Economia da Energia e Análise Financeira (IEEFA).
No início de outubro, as reservas europeias estavam preenchidas a 72,4%, o nível mais baixo para esta altura do ano desde 2011. Segundo o instituto, a UE poderá precisar de consumir menos 14 mil milhões de metros cúbicos de gás do que no inverno anterior, sobretudo perante o fim previsto das importações de gás natural liquefeito russo em janeiro de 2027.
A guerra no Irão e as dificuldades de transporte pelo estreito de Ormuz agravaram os custos energéticos. O IEEFA estima que compensar a redução das reservas através de novas importações poderá custar cerca de três mil milhões de euros.
Embora não antecipe o esgotamento das reservas, o relatório alerta para possíveis dificuldades de abastecimento durante períodos de frio intenso. Para reduzir a dependência do gás, recomenda maior investimento em energias renováveis, eficiência energética e eletrificação da indústria e dos sistemas de aquecimento.
