As autoridades russas negaram relatos de que o Telegram seria completamente bloqueado a partir de 1 de abril, apesar de rumores circularem na comunicação social e em canais próximos das forças policiais. A situação acentuou receios sobre censura digital e isolamento na internet no país.
O canal Baza noticiou que a aplicação não poderia ser descarregada em redes móveis ou fixas, o que gerou críticas entre apoiantes do Kremlin. A Duma qualificou essas informações como “desinformação” e “prematura”, sem descartar totalmente restrições futuras.
O bloqueio parcial do Telegram já ocorre desde agosto de 2025, e o mensageiro continua a ser usado pelo exército e por grupos pró-guerra na Ucrânia, onde a perda do serviço afetaria canais de comunicação militares críticos.
O governo russo pretende que os cidadãos migrem para a aplicação estatal Max, projetada para comunicações seguras e acesso a serviços governamentais, com possibilidade de transferência de dados para autoridades.
Apesar das restrições, os russos ainda podem usar o Telegram via VPN, prática adotada por 36% da população em março de 2025, segundo o Centro Levada. O futuro da aplicação continua a gerar tensão entre autoridades, militares e cidadãos.
