A Rússia lançou, na madrugada de 4 de julho, o maior ataque aéreo já registado neste conflito, usando cerca de 550 drones e mísseis, dos quais 539 eram drones Shahed e 11 mísseis, incluindo um hipersónico Kinzhal e alguns balísticos Iskander-M. O alvo principal foi Kiev, com consequências graves: pelo menos 23 pessoas ficaram feridas, foram registados incêndios em diversas zonas da capital e danos significativos em infraestruturas ferroviárias.
Este ataque ocorreu apenas algumas horas após uma chamada telefónica entre os Presidentes Putin e Trump, na qual o potencial para um cessar-fogo foi discutido, mas Trump expressou frustração com a “falta de progresso”. Imediatamente depois da conversa, a ofensiva russa teve lugar, o que Kiev interpretou como uma resposta deliberada ao diálogo, demonstrando que Moscovo mantém a escalada militar apesar das conversações diplomáticas.
Paralelamente ao ataque convencional, surgem acusações graves de uso sistemático de armas químicas, designadamente agentes irritantes como o cloropicrina, em várias linhas de frente — especialmente em trincheiras — segundo serviços de inteligência da Alemanha e Países Baixos. As autoridades neerlandesas indicam que estas ofensivas provocaram já pelo menos três mortes e mais de 2 500 feridos, apesar de a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) ainda não ter iniciado uma investigação formal .
