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Rússia prende jornalista japonês por suspeitas de espionagem e provoca reação de Tóquio

As autoridades russas detiveram o jornalista japonês Imai Yuki, correspondente do jornal Hokkaido Shimbun, na ilha de Sacalina, sob suspeita de espionagem. Segundo o Serviço Federal de Segurança (FSB), o repórter terá recolhido informações militares relacionadas com a capacidade de defesa da Rússia e a mobilização de soldados para a guerra na Ucrânia.

O jornalista foi transferido para Moscovo, onde um tribunal determinou a sua prisão preventiva por pelo menos dois meses. Acusado ao abrigo da legislação russa sobre espionagem, poderá enfrentar uma pena de 10 a 20 anos de prisão, caso seja condenado.

O Governo japonês exigiu explicações às autoridades russas e solicitou garantias de tratamento justo e humano. Tóquio manifestou ainda preocupação com a falta de contacto com o jornalista e prepara um protesto diplomático para exigir a sua libertação.

A detenção acontece num período de relações tensas entre Moscovo e Tóquio, marcado pela disputa territorial das ilhas Curilas e pelas sanções japonesas contra a Rússia devido à invasão da Ucrânia. O caso poderá agravar as divergências diplomáticas entre os dois países.

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