Vladimir Putin assinou um decreto que acrescenta 15.500 militares às Forças Armadas da Rússia, elevando para cerca de 1,55 milhões o número autorizado de militares. Trata-se do quarto aumento desde março, período em que o reforço acumulado atingiu 47.860 efetivos.
A decisão surge enquanto prossegue a guerra na Ucrânia e aumentam as dúvidas sobre a capacidade de recrutamento russa. O Kremlin sustenta que os contratos profissionais e o voluntariado continuam a responder às necessidades militares e rejeita informações sobre uma eventual nova mobilização.
Por outro lado, os serviços de informações ucranianos afirmam que Moscovo poderá recrutar até 300 mil pessoas em 2026 e número semelhante no próximo ano. Volodymyr Zelensky considera que a Rússia já está a intensificar o recrutamento através de diferentes mecanismos.
O Presidente ucraniano afirmou ainda dispor de informações segundo as quais a Coreia do Norte estaria a preparar o envio de mais 10 mil militares para a Rússia, além de outros 8 mil que, segundo Kyiv, já terão sido destacados.
