A Ryanair afirmou estar preparada para um possível “armagedão” no setor da aviação, devido à instabilidade nos mercados petrolíferos e às tensões no Médio Oriente.
O diretor financeiro da companhia, Neil Sorahan, explicou que a empresa possui planos de contingência para um eventual agravamento da crise energética, embora considere improvável um colapso total das operações.
A principal preocupação das companhias aéreas está ligada ao aumento do preço do combustível, agravado pelas tensões no Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o transporte mundial de petróleo.
Apesar disso, a Ryanair garante ter uma vantagem importante sobre muitos concorrentes graças à estratégia de fuel hedging, que lhe permitiu assegurar antecipadamente grande parte do combustível necessário para o verão a preços fixos.
Segundo a companhia, esta proteção financeira reduz o impacto da volatilidade do petróleo e oferece maior estabilidade operacional.
Neil Sorahan alertou ainda que algumas transportadoras europeias mais frágeis poderão enfrentar sérias dificuldades financeiras ou até falir durante o inverno, período tradicionalmente mais difícil para o setor devido à menor procura por viagens.
A Ryanair garante, no entanto, que manterá os seus horários completos de voos durante o verão e o inverno.
