A Ryanair anunciou uma redução de 15% nos lucros líquidos do primeiro semestre do seu exercício fiscal, terminado em setembro de 2026, para 2,15 mil milhões de euros. Apesar do crescimento do número de passageiros e das receitas, a companhia aérea irlandesa foi penalizada pelo aumento dos custos operacionais e pela descida dos preços dos bilhetes.
Entre abril e setembro, a transportadora movimentou 125,8 milhões de passageiros, mais 6% do que no período homólogo, enquanto as receitas cresceram 3%, atingindo 10,08 mil milhões de euros. Contudo, as tarifas médias diminuíram 4% e as despesas operacionais aumentaram 10%, para 7,69 mil milhões de euros.
A companhia estima que a fatura de combustível possa aumentar cerca de dois mil milhões de euros no exercício fiscal que termina em março de 2028. O presidente executivo, Michael O’Leary, alertou que a continuidade do conflito no Médio Oriente poderá manter os preços elevados durante 2027, pressionando os custos das transportadoras europeias.
Perante este cenário, a Ryanair está a estudar medidas de contenção de despesas, incluindo possíveis congelamentos salariais e maior utilização de inteligência artificial. A empresa já reduziu a previsão anual de passageiros de 216 para 214 milhões e admite que os preços dos bilhetes possam subir. A incerteza quanto à evolução dos combustíveis impede, para já, a apresentação de uma previsão de lucros para o conjunto do exercício.
