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Sistema de entrada/saída na UE pode demorar até dois anos a estabilizar, alerta Frontex

O novo Sistema de Entrada/Saída (EES) da União Europeia, criado para modernizar o controlo de fronteiras, poderá demorar até dois anos a estabilizar completamente, segundo um responsável da Frontex.

Desde a sua implementação, o sistema tem provocado filas longas e atrasos em vários aeroportos e pontos de entrada do espaço Schengen, devido sobretudo à recolha de dados biométricos, como impressões digitais e registos faciais de cidadãos de países terceiros.

A Frontex reconhece que esta fase inicial tem sido particularmente difícil, uma vez que o primeiro registo de viajantes exige mais tempo e coordenação entre países. Segundo a agência, a falta de uniformização na aplicação das regras entre Estados-membros está a agravar os problemas e a provocar congestionamentos em destinos turísticos como Espanha, Portugal e França.

Apesar dos constrangimentos, a agência europeia acredita que a situação poderá melhorar gradualmente ao longo dos próximos meses, embora admita que a plena estabilização do sistema poderá apenas ser alcançada dentro de um a dois anos.

O setor das viagens já reagiu com preocupação, considerando o prazo “muito doloroso”, sobretudo em plena época alta de turismo, enquanto continuam a surgir críticas à implementação desigual do sistema nos diferentes países da UE.

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