Os suíços votam no domingo uma proposta destinada a definir de forma mais rígida o princípio de neutralidade do país. A iniciativa pretende estabelecer na Constituição uma neutralidade permanente e armada, restringindo também a participação em alianças militares e a aplicação de sanções que não tenham sido aprovadas pelas Nações Unidas.
O debate intensificou-se depois de a Suíça ter acompanhado medidas económicas da União Europeia contra a Rússia devido à guerra na Ucrânia. Os responsáveis pela iniciativa consideram que uma definição mais exigente ajudaria a preservar a independência do país e o seu papel tradicional de mediador internacional.
O Governo, o Parlamento e a maioria dos principais partidos rejeitam a alteração. Argumentam que regras demasiado rígidas poderiam limitar a capacidade de resposta da Suíça perante crises internacionais. Apenas o Partido do Povo Suíço, entre as principais forças políticas, apoia a iniciativa.
As sondagens mais recentes indicam que mais de 60% dos inquiridos pretendem votar contra a proposta. Os dados refletem apenas as intenções de voto recolhidas antes do referendo e não antecipam o resultado final.
