Um poderoso terramoto de magnitude 8,8 atingiu esta quarta-feira a costa leste da Rússia, provocando alertas de tsunami em várias regiões do Pacífico, incluindo Japão, Alasca, Havai e até partes da costa oeste dos EUA.
O sismo ocorreu de madrugada, a 126 quilómetros a sudeste de Petropavlovsk-Kamchatsky, na península de Kamchatka, uma das zonas de maior atividade sísmica do mundo.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) registou o abalo a 19,3 quilómetros de profundidade — uma magnitude considerada devastadora.
Ondas de 3 a 4 metros atingiram partes de Kamchatka, confirmou o ministro regional para situações de emergência, Sergei Lebedev. Houve feridos, alguns durante a fuga em pânico para zonas seguras, incluindo um paciente que saltou de uma janela, segundo autoridades locais citadas pela agência estatal TASS.
No Japão, a Agência Meteorológica confirmou a chegada de um tsunami de até 60 centímetros em Hokkaido, com a onda a deslocar-se para sul, rumo à baía de Tóquio. A China também emitiu alertas para as províncias de Xangai e Zhejiang, onde se esperam ondas de até um metro.
Nos Estados Unidos, o Centro Nacional de Alerta de Tsunamis no Alasca prevê ondas entre 30 centímetros e 1,5 metros ao longo da costa do Pacífico, do Alasca à Califórnia.
No Havai, os transportes públicos foram suspensos e a população aconselhada a deslocar-se para zonas elevadas. Em São Francisco, as autoridades pediram que os curiosos não se aproximem da costa para observar ou fotografar as ondas. Canadá e México também mantêm avisos em vigor.
A península de Kamchatka, com histórico de grandes terramotos, já tinha registado em julho uma série de abalos — o mais forte de magnitude 7,4.
O último sismo de magnitude semelhante na região ocorreu em 1952, provocando ondas de nove metros no Havai, mas sem causar vítimas.
