O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (TEDH) decidiu esta quarta-feira que a Rússia violou o direito internacional na Ucrânia e é responsável pelo abate do voo MH17 da Malaysia Airlines, ocorrido em 2014.
É a primeira vez que uma instância judicial internacional atribui formalmente ao Kremlin a responsabilidade por violações dos direitos humanos desde a invasão em larga escala da Ucrânia, iniciada em 2022.
A decisão abrange também o envolvimento direto de Moscovo na queda do avião que matou 298 pessoas, entre elas 196 cidadãos holandeses.
Embora os juízes tenham reforçado o caráter simbólico da decisão, esta representa um passo importante para as famílias das vítimas.
Thomas Schansman, pai de um dos passageiros, afirmou que continuará a lutar por justiça, 11 anos após a tragédia.
O avião, que fazia a rota entre Amesterdão e Kuala Lumpur, foi abatido por um míssil de fabrico russo, lançado de território controlado por separatistas no leste da Ucrânia.
Além deste caso, o TEDH analisa ainda milhares de processos relacionados com alegadas violações russas na Ucrânia. Paralelamente, Kiev promove a criação de um tribunal internacional para julgar os responsáveis pela guerra.
