O Tribunal de Recurso de Paris decidiu não suspender a secção “marketplace” da Shein em França, rejeitando assim o pedido do governo francês. A justiça considerou que já não existem razões suficientes para aplicar essa medida, uma vez que os produtos ilegais identificados anteriormente — incluindo itens proibidos como conteúdos inapropriados, armas e medicamentos — foram entretanto removidos da plataforma.
O caso começou no final de 2025, quando foram detetados vários produtos ilegais vendidos por terceiros dentro do marketplace da empresa. Em resposta, a Shein chegou a suspender temporariamente as suas operações em França para realizar uma auditoria interna e implementar correções, retomando depois a atividade de forma gradual no início de 2026.
Apesar disso, o governo francês defendia uma suspensão total da plataforma, argumentando que ainda existia risco de reaparecimento desses conteúdos. No entanto, tanto o tribunal de primeira instância como agora o de recurso consideraram essa medida excessiva, tendo em conta as ações já tomadas pela empresa.
Paralelamente, a empresa enfrenta pressão ao nível europeu: a Comissão Europeia abriu uma investigação para avaliar possíveis violações da Lei dos Serviços Digitais (DSA).
Caso sejam confirmadas infrações, a Shein poderá enfrentar multas significativas, que podem chegar a até 6% do seu volume de negócios global.
