As Nações Unidas alertaram para o risco crescente de aumento regional da guerra na Ucrânia, na sequência da intensificação dos combates e do aumento de incidentes envolvendo drones. Durante uma reunião de emergência do Conselho de Segurança, realizada a pedido da Bielorrússia, a subsecretária-geral da ONU para os Assuntos Políticos, Martha Pobee, afirmou que a frequência das sessões dedicadas ao conflito reflete a escalada preocupante da situação e os riscos para a segurança regional e internacional.
A responsável reiterou que os civis devem ser protegidos e condenam todos os ataques contra a sociedade e as infraestruturas civis, independentemente do local onde ocorram. Segundo a ONU, os ataques russos contra a Ucrânia foram mais intensos nas últimas semanas, provocando um aumento do número de vítimas e da destruição. Ao mesmo tempo, também foram registados ataques com drones em território russo e nas zonas ucranianas ocupadas pela Rússia, incluindo a Crimeia e Sebastopol.
A ONU manifestou ainda preocupação com os relatos de exposição do espaço aéreo de vários países vizinhos, como Moldávia, Letónia, Lituânia, Estónia, Finlândia, Polónia e Bielorrússia, bem como de outros Estados da região, entre os quais Bulgária, Grécia, Cazaquistão e Turquia. Martha Pobee anunciou que o aumento destes incidentes e a retórica da escalada elevam o risco de propagação do conflito para além das fronteiras da Ucrânia.
Apesar do agravamento da situação, o responsável saudou as recentes trocas de prisioneiros entre a Rússia e a Ucrânia, considerando-as uma demonstração de que a diplomacia continua a produzir resultados. A ONU enviou um defensor de um cessar-fogo imediato, completo e incondicional, apelando à retomada das negociações para alcançar uma paz justa, rigorosa e abrangente, e avisou que a comunidade internacional não pode correr o risco de assistir ao surgimento de um conflito regional mais amplo na Europa.
