O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, defendeu esta quarta-feira, em Bruxelas, que a comunidade internacional deve intensificar a pressão sobre a Rússia para criar condições reais para a paz.
A posição foi transmitida durante um encontro com o novo secretário-geral da NATO, Mark Rutte, à margem da reunião de ministros da Aliança.
Sybiha afirmou que Kiev continua disponível para negociações e recordou que a Ucrânia aceitou uma proposta norte-americana de cessar-fogo de 30 dias sem exigir condições. Lamentou, contudo, que o Kremlin tenha recusado a iniciativa, apresentando exigências em vez de mostrar abertura para o diálogo.
Mark Rutte, por sua vez, alertou que qualquer cessar-fogo deve ser duradouro e sustentável, realçando que o conflito tem impacto global.
O responsável acusou Moscovo de agir em coordenação com regimes como os da China, Coreia do Norte e Irão, e sublinhou que o desfecho da guerra poderá influenciar decisões estratégicas de Pequim, nomeadamente no Indo-Pacífico.
Sybiha chamou ainda a atenção para o risco de a guerra cair no esquecimento num contexto internacional marcado por outras tensões, lembrando que se trata de um conflito de larga escala no coração da Europa e que a Rússia representa uma ameaça existencial para o continente.
