Os membros da chamada Coalition of the Willing, juntamente com a Ucrânia e os Estados Unidos, reuniram-se esta terça-feira em Paris e reafirmaram o seu compromisso com uma paz justa e duradoura na Ucrânia, em conformidade com os princípios da Carta das Nações Unidas.
Na declaração conjunta, foi destacado o progresso alcançado nos contactos entre Washington, Kiev, parceiros europeus e outros aliados, sublinhando que qualquer acordo de paz deverá salvaguardar a soberania e a segurança a longo prazo da Ucrânia.
A coligação considerou essencial garantir a capacidade da Ucrânia para se defender, defendendo que essa condição é determinante não só para a segurança do país, mas também para a segurança coletiva euro-atlântica. Nesse sentido, foi acordado que um eventual cessar-fogo deverá ser acompanhado por garantias de segurança políticas e juridicamente vinculativas, incluindo a participação num mecanismo de monitorização e verificação liderado pelos Estados Unidos, apoio continuado às Forças Armadas ucranianas e a criação de uma força multinacional destinada a reforçar a dissuasão e apoiar a regeneração militar do país.
O documento prevê ainda compromissos vinculativos de apoio à Ucrânia em caso de um futuro ataque armado por parte da Rússia, podendo incluir assistência militar, partilha de informação, apoio logístico, iniciativas diplomáticas e novas sanções. Foi igualmente anunciada a criação de uma célula de coordenação entre os Estados Unidos, a Ucrânia e a coligação, com sede no Quartel-General Operacional da coligação em Paris, destinada a assegurar a implementação e coordenação destas medidas.
