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UE aposta na captura de carbono apesar das dúvidas sobre a tecnologia

A União Europeia está a apoiar projetos de captura e armazenamento de carbono (CCS), numa altura em que a tecnologia continua a gerar dúvidas sobre os custos, a eficácia e a capacidade de aplicação em larga escala.

Um dos projetos apoiados pela Comissão Europeia é o da fábrica da Yara, em Sluiskil, nos Países Baixos. A unidade deverá capturar cerca de 800 mil toneladas de CO2 por ano, que serão liquefeitas, transportadas por navio e armazenadas no subsolo, ao largo da Noruega.

A CCS é apresentada pela indústria como uma ferramenta para reduzir emissões difíceis de eliminar. No entanto, organizações ambientais e investigadores alertam que muitos projetos continuam dependentes de subsídios elevados e podem prolongar a atividade de setores poluentes. Cerca de três quartos da capacidade mundial de captura está ainda associada à recuperação de petróleo.

Os defensores da tecnologia admitem, contudo, que a CCS pode ter utilidade em setores específicos. A produção de amoníaco, por exemplo, gera CO2 relativamente concentrado, tornando a captura mais simples. A questão, segundo especialistas, passa por limitar a tecnologia às áreas onde possa efetivamente produzir cortes significativos nas emissões.

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