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UE apresenta orçamento recorde de 2 biliões de euros com foco na flexibilidade

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, apresentou uma proposta ambiciosa para o próximo orçamento plurianual da União Europeia, no valor de 2 biliões de euros. Este será o maior orçamento alguma vez proposto pelo executivo comunitário, refletindo uma mudança estratégica inspirada nas sucessivas crises enfrentadas nos últimos anos, como a pandemia de Covid-19, a guerra na Ucrânia e as perturbações económicas globais.

Von der Leyen sublinhou que o novo quadro orçamental será mais “flexível, estratégico e transparente”, permitindo uma resposta mais rápida a situações de emergência. Para isso, está prevista a criação de uma reserva de 400 mil milhões de euros, em forma de empréstimos, destinada a enfrentar crises futuras ainda desconhecidas.

Uma das alterações mais controversas é a fusão dos dois maiores fundos da UE — a Política Agrícola Comum (PAC) e o Fundo de Coesão — num único instrumento, designado “Planos de Parcerias Nacionais e Regionais”, que reunirá também fundos para a política social, pescas, migrações e segurança interna. O envelope total deste novo pilar será de 865 mil milhões de euros.

Apesar de manter 300 mil milhões de euros para a PAC, os analistas preveem uma redução de 20 a 30% nas verbas reais para o setor agrícola, o que já motivou críticas por parte das organizações de agricultores, especialmente após os protestos de 2023 e 2024.

A proposta agora apresentada marcará o ponto de partida para intensas negociações entre os 27 Estados-Membros, que deverão definir o futuro quadro financeiro da União Europeia para o período 2028–2034.

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