A União Europeia enfrenta negociações difíceis sobre o orçamento para 2028-2034, com vários Estados-membros a defenderem cortes na despesa administrativa e no financiamento externo. Apesar disso, uma redução significativa da rede diplomática europeia é considerada pouco provável, sobretudo devido à importância que assume para os países com menor representação internacional.
O Serviço Europeu para a Ação Externa mantém 145 delegações e escritórios, empregando quase seis mil pessoas e dispondo de um orçamento anual próximo de mil milhões de euros. Esta estrutura permite aos Estados-membros mais pequenos beneficiar de presença diplomática em países onde não possuem embaixadas próprias.
A rede já está, entretanto, a ser reorganizada. Desde setembro, várias funções administrativas e financeiras passaram a ser centralizadas em Bruxelas ou em estruturas regionais, enquanto algumas delegações locais funcionam com equipas mais reduzidas dedicadas sobretudo às relações políticas e económicas.
As delegações ganharam também maior importância na estratégia económica externa da UE. Além da diplomacia tradicional, apoiam empresas europeias em projetos internacionais ligados a setores como energia, conectividade e matérias-primas críticas, o que reforça os argumentos para manter uma presença local alargada.
