A Comissão Europeia lançou um concurso público para financiar até sete gigafábricas de inteligência artificial (IA), com o objetivo de reforçar a soberania tecnológica europeia e reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros. As infraestruturas, equipadas com chips de última geração, destinam-se ao treino de modelos avançados de IA e deverão entrar em funcionamento até meados de 2028.
O projeto prevê um investimento total de cerca de 30 mil milhões de euros, combinando financiamento da União Europeia, dos Estados-membros e do setor privado. Entre os dez países interessados em acolher as futuras instalações estão Portugal, Espanha, França, Alemanha, Itália e Polónia.
As gigafábricas irão disponibilizar capacidade de computação para projetos públicos, centros de investigação e laboratórios de IA, procurando reforçar a competitividade europeia face aos Estados Unidos e à China. Apesar da iniciativa, Bruxelas continua dependente de fabricantes estrangeiros de chips, como Nvidia, AMD e Qualcomm, com os quais já assinou acordos de cooperação.
