A União Europeia está a rever as regras de tributação do tabaco para reduzir o consumo e alcançar a meta de uma “geração sem tabaco” até 2040.
A proposta prevê um aumento de 139% dos impostos mínimos sobre cigarros e, pela primeira vez, taxas europeias para vapes, tabaco aquecido e bolsas de nicotina. Bruxelas quer ainda reforçar o rastreio do tabaco para combater o contrabando e a evasão fiscal.
A preocupação aumenta entre os jovens: segundo a OMS, 11,6% dos adolescentes europeus dos 13 aos 15 anos utilizam produtos de nicotina.
A UE, contudo, não pode proibir diretamente o tabagismo, já que a saúde continua a ser competência dos Estados-membros. Países como Bélgica, França e Países Baixos já adotaram medidas nacionais mais restritivas.
A proposta continua em negociação no Conselho da UE, onde será necessária a unanimidade dos 27 países. Se for aprovada, os produtos de tabaco e nicotina deverão ficar significativamente mais caros.
