A União Europeia e as Filipinas decidiram aprofundar a cooperação nos domínios da segurança e da defesa, num contexto de crescentes desafios geopolíticos no Indo-Pacífico. O compromisso foi reafirmado durante uma reunião entre a Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Kaja Kallas, e o secretário da Defesa Nacional das Filipinas, Gilberto C. Teodoro Jr.
Durante o encontro, os responsáveis destacaram a importância da parceria estratégica entre a União Europeia e as Filipinas e analisaram formas de reforçar a colaboração em áreas como segurança marítima, cibersegurança, ameaças híbridas e combate à manipulação e interferência de informação estrangeira. As duas partes reafirmaram igualmente o compromisso comum com uma ordem internacional baseada em regras, orientada para a paz, estabilidade e segurança na região do Indo-Pacífico e além dela.
No âmbito desta cooperação, foi destacada a aprovação pelo Conselho da União Europeia da primeira medida de assistência ao abrigo do Mecanismo Europeu de Apoio à Paz destinada às Filipinas. Avaliada em 15 milhões de euros, esta iniciativa representa o primeiro apoio deste tipo da União Europeia na região do Indo-Pacífico e constitui um marco importante na parceria de segurança e defesa entre Bruxelas e Manila.
O financiamento permitirá reforçar as capacidades filipinas de monitorização do espaço marítimo, melhorando a capacidade da Marinha das Filipinas para detetar, acompanhar e analisar atividades nas suas zonas marítimas. A medida pretende ainda contribuir para uma visão mais abrangente da situação no mar, melhorar os sistemas de alerta precoce e apoiar uma resposta mais eficaz das forças navais e de segurança marítima.
A União Europeia considera que este apoio vai além do reforço de capacidades militares, representando um investimento na confiança mútua, na estabilidade regional e no compromisso conjunto com a paz e a segurança. A cooperação entre Bruxelas e Manila surge como parte dos esforços europeus para fortalecer parcerias internacionais e promover a segurança num espaço estratégico marcado por novas tensões e desafios.
