A União Europeia vai enviar uma Missão de Observação Eleitoral à Gâmbia para acompanhar as eleições presidenciais previstas para 5 de dezembro de 2026, na sequência de um convite das autoridades gambianas. A missão pretende avaliar o processo eleitoral de forma abrangente, independente e imparcial, tendo em conta a legislação nacional e as normas internacionais e regionais aplicáveis.
A Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Kaja Kallas, nomeou o eurodeputado Reinhold Lopatka para chefiar a missão. O responsável afirmou que as eleições representam uma oportunidade para consolidar os progressos democráticos registados no país nos últimos anos, manifestando disponibilidade para dialogar com as autoridades, os candidatos presidenciais, a sociedade civil e outros intervenientes no processo eleitoral.
A equipa inicial, composta por nove analistas especializados em diferentes áreas do processo eleitoral, deverá chegar à Gâmbia no final de outubro. No início de novembro, juntar-se-ão 16 observadores de longo prazo, que serão distribuídos pelo território nacional. Mais perto da votação, a missão contará ainda com 20 observadores de curto prazo, outros observadores recrutados localmente junto da comunidade diplomática e uma delegação de sete membros do Parlamento Europeu.
Os observadores serão provenientes dos Estados-Membros da União Europeia e de países parceiros, nomeadamente Canadá, Suíça, Noruega e Reino Unido. A missão acompanhará as diferentes fases do processo eleitoral, avaliando o seu cumprimento à luz do quadro jurídico gambiano e dos compromissos internacionais assumidos pelo país em matéria de eleições democráticas.
Dois dias após as eleições, a missão deverá divulgar uma declaração preliminar e realizar uma conferência de imprensa com as primeiras conclusões. O relatório final, que incluirá recomendações para futuros processos eleitorais, será apresentado após a conclusão do processo. A iniciativa integra os esforços da União Europeia para apoiar a transparência eleitoral e o reforço das instituições democráticas na Gâmbia.
